Manejo TDAH

Postado por em 03/07/3027

Este Manejo sobre TDAH foi uma junção de várias orientações e também um pouco da experiência envolvida nos atendimentos em Sala de recursos. espero poder contribuir.

Vivane Gomes

Tipos de TDAH: Desatento, Hiperativo/impulsivo e Combinado

 

Estratégias a serem aplicadas na escola para aluno com TDAH:

1. Uso de estimulação exacerbada (ex: cor, forma, textura), de modo a abrandar o nível de atividade, elevar o grau de atenção e melhorar o desempenho; 

2. Modelo de aula mais entusiasmado, breve e que possibilite a participação da criança;

3. Tarefas passivas ou pouco interessantes intercaladas com tarefas ativas ou de grande interesse, favorecendo a atenção e a concentração;

4. Limitar a quantidade de tarefas, priorizando as questões importantes e as modificando, de modo que facilite a compreensão do aluno; 

5. Aceitar formas opcionais de mostrar o conhecimento, como respostas orais ou ditadas para escrever; 

6. Parte conceitual da aula intercalada com abreviados momentos de exercício físico: Reduz a fadiga e monotonia que crianças com TDAH experimentam durante períodos longos de trabalho escolar; 

7. Conceder um tempo extra para fazer exercícios, testes e/ou liberar que sejam testados oralmente. Fazer a tarefa em pequenas partes para que possa ser completada em diferentes tempos, auxilia em controlar a ansiedade; 

8. As orientações devem breves e apresentadas de maneira visível (cartazes, listas e outros lembretes visuais). As instruções devem ser repetidas em voz alta pelo aluno e depois murmuradas enquanto as segue; 

9. Ao fornecer instruções para uma tarefa, deve–se estabelecer, ainda, um contato visual com a criança, chamá-la nominalmente - para não se distrair enquanto é dada a orientação;

10. Orientação extra para garantir que as tarefas sejam registradas corretamente, que seu material escolar e local de estudo estejam organizados; 

11. Oferecer recompensa ao aluno para a tarefa realizada (apagar a lousa, arrumar as cadeiras, sentar na cadeira da professora, dar recados); 

12. Utilizar frases curtas, claras, objetivas, assim como de sentenças de sentido ambíguo;

13. Focalizar a atenção nos conceitos-chave fazendo, antes de iniciar a explicação, uma lista que inclua estes conceitos (na lousa ou em fichas de manejo pessoal); 

14. Apresentar a idéia central explicitamente ao início da explicação até que apareça a informação essencial; Incentivar, durante as explicações, a geração de estratégias de categorização e de formação de imagens mentais dos conceitos;

15. Propiciar aos alunos um sistema de tutoria de um colega que os ajude a revisar os pontos fundamentais da explicação ou tarefa realizada; 

16. Os alunos devem ser incentivados a tomar notas, fazer apontamentos sobre o que escutam; 

17. Realizar pausas periódicas durante as explicações, para que disponham de tempo para assimilar a informação (pausas de dois minutos, para uma explicação de aproximadamente 20 minutos); 

18. Manter um contato visual freqüente com o aluno, a fim de detectar indícios de incompreensão;

19. Fazer perguntas freqüentes durante as explicações e oferecer uma retroalimentação imediata e precisa às suas respostas; 

20. Utilizar sinais não verbais (gestos cujo significado somente seja conhecido pelo aluno e o professor), de modo a redirecionar sua atenção durante a explicação; 

21. Permitir a realização de uma atividade motora que não seja perturbadora e que o auxilie a compreender melhor;

22. Utilizar recursos que tornem as aulas mais dinâmicas, motivadoras: gravador, computador, retroprojetor, projetor de slides, muita cor (giz colorido para a lousa, canetas ou lápis coloridos para registros no caderno ou livro), revistas para recortes, confecção de materiais pelos alunos em função de um assunto estudado e recursos outros que poderão auxiliar o indivíduo com esse transtorno em sua aprendizagem:  responder no livro em vez de copiar no caderno, uso do computador por meio de softwares educacionais e programas especialmente organizados para facilitar a compreensão de conteúdos acadêmicos e uso diferenciado do material matemático: calculadoras e tabuadas, listas de fórmulas e medidas de conversão. 

23. Incentivar o aluno a tomar nota das palavras-chaves; encorajá-lo a escrever as instruções verbais e tudo o que é considerado relevante; 

24. Antes de dar início a uma atividade, enfatizar com o aluno ou reescrever as orientações com lápis coloridos, para ter claras as informações importantes; 

25. Aquelas crianças que interrompem com freqüência devem ser orientadas quanto a reconhecer as pausas na conversação e como preservar e expor suas idéias;

 26. Anotar tudo o que considera importante na tarefa (escrever à mão, fazer tabelas ou gráficos); 

27. Grifar, circular ou colorir as orientações das tarefas, palavras mais difíceis, sinais gráficos. De igual modo, estratégias de apoio que auxiliem no manejo do comportamento do indivíduo com TDAH instituem uma necessidade imperiosa, uma vez que administrar os desdobramentos de suas características no espaço escolar constitui um desafio heróico. Estratégias de manejo de comportamento para esse aluno, um desempenho escolar satisfatório é sinônimo de um eficiente programa de manejo de comportamento. 

  

Algumas concessões necessárias para gerenciar esse comportamento e promover o bom andamento da sala: 

1. Permitir que se movimente por breves períodos, consentir que se desloque de uma cadeira para outra para fazer a tarefa, dar pequenas pausas para toda a sala, oferecer recompensa ao aluno para a tarefa realizada tipo:- apagar a lousa, arrumar as cadeiras, sentar na cadeira da professora, dar recados. 

2. Valorizar os pontos fortes, informar previamente à criança as regras e conseqüências de cada comportamento e ação, recompensas e incentivos devem ser utilizadas de forma rápida e imediata em vez de punições, ignorar uma leve transgressão, permitir os objetos legais de manuseio artefatos como um carrinho, uma escovinha;

3. Estabelecer um sinal secreto que tenha sido combinado previamente entre os dois, solicitar que o aluno repita frequentemente uma instrução;

 

Existem duas regras básicas que podem ser aplicadas à sala de aula: 

1) os alunos estão na escola para trabalhar /aprender; 

2) o comportamento do aluno não deve intervir no trabalho/aprendizado das outras. 

Os alunos com TDAH ,do tipo predominantemente desatento, costumam ter dificuldades com a primeira regra e as do tipo combinado apresentam problemas com ambas. Portanto, o professor deve dividir as atitudes, comportamentos desses alunos em três categorias: 

1) comportamento que pode ser ignorado (não viola nenhuma regra); 

2) comportamento não destrutivo, mas apenas desatento (infringe apenas a primeira regra); 

3) comportamento destrutivo (transgride a segunda regra e, muitas vez, a primeira também). 

O comportamento considerado não destrutivo, mas desatento, pode ser contornado com simples intervenção do professor. Quando um aluno apresenta dificuldades em fazer as tarefas, mas não está comprometendo o andamento da sala, um sinal secreto que tenha sido combinado previamente entre os dois pode resolver serenamente a questão. Se a criança com TDAH está sonhando acordada, por exemplo, o professor deve se posicionar num local onde possa ser visto e gesticular, fazer um sinal para trazê-la de volta. O gesto simples de colocar a mão no ombro da criança ou o dedo em sua carteira garantem grandes resultados (Phelan, 2004). 

No caso da conduta do aluno que interfere na aprendizagem das outras, o considerado comportamento destrutivo, Phelan (2004) aponta o procedimento 1-2-3 como o mais apropriado. Segundo ele, advertências verbais ou abertura de contagem devem ser feitas imediatamente após o comportamento em foco. Oferecer estrutura à criança com TDAH é fundamental. Isso quer dizer organizar a sala de aula de tal forma que a criança saiba o que deve fazer, o que se espera dela. Essas crianças não sabem se estruturar sozinhas. Ajudá-las a se estruturar significa estabelecer uma rotina, fazer as 3 - Método proposto diante das dificuldades no manejo desse tipo de comportamento (Phelan, 2004, p.200) 1:

1) Passar um curto período, em uma área predeterminada da sala;

2) Passar um período afastado, em outra sala de aula, com outro professor que concordou em cooperar; 

3) Perda de privilégios ou recompensas mesmas coisas em igual hora e idêntico lugar, fornecer instruções verbais antes de iniciar uma tarefa.

 

Estrutura

Um sistema de controle externo é imprescindível para os indivíduos com esse transtorno: a estrutura está relacionada a listas, lembretes, anotações, cadernos de apontamentos, sistemas de arquivamento, quadros de avisos, cronogramas, recibos, caixas de entrada e saída de correspondência, secretárias eletrônicas, sistemas de computação, despertadores de mesa e pulso. A estrutura diz respeito ao conjunto de controles externos que a pessoa estabelece para compensar seus controles internos, nos quais não pode confiar. A maioria das pessoas com TDAH não podem depender de seus controles internos para manter as coisas em ordem e para manter suas tarefas dentro do cronograma. Alguns autores sugerem ainda um esquema de organização da vida do indivíduo com TDAH, que chamam de planejamento-padrão. Esse sistema opera no mesmo princípio dos saques automáticos em uma conta bancária: tornando automáticas as retiradas da conta, não se precisa planejá-las a todo instante. Introduzem-se certos compromissos ou obrigações regulares no padrão de uma semana, de maneira a atendê-los automaticamente; inicia-se fazendo uma lista dessas tarefas regulares; em seguida, organiza-se uma grade da semana, encaixando cada obrigação fixa em um tempo regular. O planejamento-padrão ajuda a colocar nos trilhos sua vida (Hallowell & Ratey, 1999; Benczik, 2002; Alencar, 2006). Por fim, o ambiente propício para essa criança é uma sala de aula bem estruturada que receba um número menor de alunos, com um profissional instruído acerca dessa problemática, auxiliado pelo corpo técnico da instituição oferecendo suporte emocional e pedagógico. 

 

Estratégias QUE PODEM ser adotadas pela professora

  

ATENÇÃO!

Manejo para casa: baseado em estruturas, ambiente organizado e atividades de vida diária planejadas e acordadas entre a criança e o adulto orientador de acordo com a rotina familiar.

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