Amor incondicional

Meu nome é Catiane e com apenas 15 anos me tornei mãe. Desde então, deixei de ser uma menina e me tornei uma mulher! Tive que começar a trabalhar, as responsabilidades vieram e a maturidade apareceu forçosamente.  Minha vida mudou muito e com 19 anos tive o segundo filho que foi completamente diferente da primeira gravidez, pois desde dentro da barriga já era muito agitado! O pai sempre lutou contra o vício das drogas e eu sempre fiquei ao seu lado, consequentemente as crianças testemunharam toda nossa luta e sofrimento que eu pude suportar por 13 anos! Depois nos separamos e hoje meus filhos sentem muito a falta do pai. Por conta do uso de drogas e de inúmeros tratamentos, ele não é um pai presente. Hoje minha filha tem 9 anos e  é um amorzinho, mas um pouco reprimida. Já meu filho mais novo de 6 anos, é um furacão e muitos o apelidam de 220 Watts. Certa vez na escola a diretora o pegou e começou a conversar firme com ele por conta de suas desobediências e como ela estava conversando bem pertinho e na mesma altura, ele deu um tapa em seu rosto (sei dos mínimos detalhes porque trabalho nesta mesma escola e estava perto na hora), naquele momento me senti envergonhada e ao mesmo tempo assustada e pensei: "Como era possível uma criança tão pequena ser tão desafiadora e opositora? Por várias vezes deixei de ir a casa de amigos ou até mesmo de ser convidada pelos mesmos por conta dass atitudes do meu filho. A cada dia que passava seu comportamento piorava e a minha paciência já tinha se esgotado há muito tempo e quando já não aguentava mais, procurei ajuda psicológica. Fui orientada a ter muita paciência e a não bater, pois isso só o revoltaria mais por conta de tantas perdas e tanto sofrimento com apenas 6 anos, se sentia perdido e precisava de ajuda (amor, paciência e compreensão). Depois de pesquisar um pouco mais, pude entender que meu filho não faz tudo que faz porque quer fazer, e sim, porque tem um transtorno! Eu sou a única base dele e ele precisa de mim: sua mãe que o ama incondicionalmente e que lutará com unhas e dentes para que no futuro ele diga: "Minha mãe não desistiu de mim e hoje eu sou um homem digno."

 


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