Aprendendo a me colocar no lugar do outro

Postado por em 07/09/2017

Eu não sou perfeita e tampouco uma pessoa boa, mas estou aprendendo (devagarinho) a me colocar no lugar do outro e devo a isso ao meu filho. Eu acredito que hoje sou melhor do que há 12 anos quando a minha preocupação era que roupa iria vestir para me divertir. Estou dizendo isso porque hoje consigo enxergar a intolerância em relação ao outro, ao que é diferente e aquele que tem um comportamento considerado "ruim" pela sociedade. Quando recordo minha infância entendo hoje que eu não era como os outros e sofria por isso. Sempre gordinha e tímida eu fiz amizade com os excluídos, mas isso não significa que ao ficar adulta eu conseguia entender isso em mim e nos outros. Só depois de ter um filho e passar por situações difíceis devido ao comportamento dele é que me dei conta do sofrimento que caminha ao lado de muitas crianças e pais que lutam pela aceitação do filho. Hoje a mídia divulga bastante quando uma criança é excluída e isso é bom, mas espero que não traga só comoção, porque precisamos de mudança de atitude. Acho que a capacidade de se colocar no lugar do outro para tentar entender seus sentimentos e atitudes ainda é realizada por um número pequeno de pessoas e isso faz do mundo um lugar de hipocrisia e egoísmo. Mas acredito na mudança (a longo prazo) das pessoas em relação ao próximo, sou uma otimista e vejo a cada dia os pais "gritarem" o que seus filhos passam no dia a dia e como as pessoas devem fazer para compreende-los e isso é uma esperança. Antigamente essas crianças ficavam dentro de casa escondidas da sociedade e hoje temos grupos de ajuda nas redes sociais, em aplicativos de conversa e a terapia não é mais vista como um recurso  para loucos. 

Eu sou grata ao meu filho que me transforma a cada dia em um ser humano melhor e que me faz conhecer todos os dias pessoas especiais que lutam e se desesperam pelos seus filhos. Pessoas que tentam de todas as formas melhorar a vida dos seus filhos. 

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