Meu filho com TOD, uma família com TOD

Eu tenho um filho de 7 anos diagnosticado com TOD (TDO), quando nasceu era um bebe chorão, agitado, só queria colo, pois não conseguia ficar no berço ou no carrinho, quando começou a engatinhar subia em tudo, se arrebentava, ficou doente com 1 ano e 3 meses, fora isso só ia ao médico para consulta de rotina e para tirar Raio X do crânio. Começou na escola e de vez em quando vinham às reclamações, não parava quieto, sempre arrumando confusão com os amigos. Iniciamos em uma pedagoga, com 3 anos e meio e ela pediu para mudar de escola, uma que desse mais suporte pra ele, mas gostávamos muito escola e achamos um absurdo ela sugerir a mudança. Paramos com a pedagoga, fizemos uma anamnese aos 4 anos e diagnosticaram um possível TDAH e o TOD (TODO) e iniciamos com a terapia. No ano passado quando entrou no 1º ano, ele ficou extremamente agressivo, batendo em todos, quebrando tudo na escola, foi suspenso por  duas vezes, na primeira suspensão fui procurar outra escola e a coordenadora de uma das escolas conversou bastante comigo, só de observar ele no parque brincando, me indicou uma neurologista que cuidava de algumas crianças da escola e iniciamos um tratamento com medicação e a própria neuro nos indicou a psicóloga. Hoje ele teve um progresso muito grande, mas só quem passa pelo problema sabe o que está por trás deste pequeno relato: quantas dores, quantas incertezas, quanto sofrimento...É desesperador pra uma mãe não saber o que fazer, não saber como agir, ter autocontrole, quando você está desesperada precisando gritar, chorar, se descabelar.

Fiz matricula dele e do meu menor em uma escola, porque o relacionamento principalmente meu com a escola se desgastou, mas ele se recusou a mudar de escola, e a psicóloga me aconselhou a não mudar. Na semana passada dois dias ele não fez as lições, arrumou encrenca, antes precisava ir buscar ele, porque ninguém conseguia controla-lo e nem conseguia conversa com ele, mas hoje elas já conseguem controlar a situação. A psicóloga disse que é normal porque como ele fez muitas coisas no ano anterior, ainda tem esta memória, que agora é ser firme, persistir, dar continuidade no que estamos fazendo.... Mas meu Deus como é difícil.... deixo ele na porta da escola todos os dias e quando viro a esquina as lágrimas começam a cair, é um medo tão grande, uma insegurança, a vontade que tenho é de ficar o tempo todo ao lado dele, não deixar sozinho nenhum minuto para ajuda-lo  a lidar com aquele turbilhão de sentimentos que ele não sabe controlar.... Obrigada por este espaço pra colocar um pouco pra fora a angústia e a insegurança que estou sentindo.

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